To me sentindo muito perdida, vazia. Resolvi aceitar que não consigo criar nada e isso me aflige.
Parei de planejar. Cansei de dizer que busquei a História sem saber que tentava na verdade <prever o futuro> Veja lá, que miséria. Prever um futuro que fosse sempre diferente do presente, a angústia de me achar presa a algo que eu julgava irreversível: cuidar de todos sem ninguém pra cuidar de mim.
É, chame de carente se quiser. Sempre quis alguém por perto pra fazer perguntas profundas e não ser ignorada solenemente.Alguém com paciência pros meus distúrbios de atenção. Se vc for essa pessoa, me chame no 83453023. Senão, peço sinceras desculpas, mas não me importo com o que vc pense de mim, portanto, não ligue.
Não. Na verdade, ligue. É, ligue sim. Eu não tenho créditos mas preciso realmente conversar com alguém. Pode ser vc mesmo, sem problemas. Não tô na posição de escolher esses tempos.
Posso começar falando pra quebrar o gelo. Posso te mostrar com links os caminhos que fiz hoje:
http://inflexoes.wordpress.com/
http://exodo.imotiro.org
http://www.ilpost.it/2011/09/05/theo-jansen-sculture-strandbeests/
http://vimeo.com/27949634
http://t.co/PZhzYRX
http://vimeo.com/27678659
http://vimeo.com/28709342
Posso contar também que desisti de sair de casa. Feriado, aquele dia concedido à exploração [pautada] da rua. Medos privados em lugares públicos. Sem vontade alguma de ser eu na frente de vcs hoje.
Às vezes tenho saudade de usar sapatos limpos. Vontade de tirar meus livros das caixas e empilha-los. Vontade de ter uma cama e uma cortina pra ver balançar enquanto monto um dos intermináveis quebra-cabeças que sempre partem de algum lugar entre belém e a minha juventude e passam por todos os cantos, desde Latour até à casa de Beto e Kênia e a vontade de ter ido na rua hoje sem precisar encontrar ninguém.