fim

este blog acabou, gente.

o pouco tempo que separa este post do texto abaixo não dá conta de tudo que aconteceu e de tudo que mudou.

coisas das quais eu reclamava falta surgiram. e vieram com códigos e demandas próprios, muito diferentes daquilo que eu desejei encontrar. mas dizer isso não significa que eu goste menos delas. esses encontros são o que eu sou agora + a soma de todas as coisas que eu já fui. todo dia meu maracatu pesa mais, o que me ajuda a entender o porquê de algumas pessoas envelhecerem e irem se curvando.

mas ainda que pese eu continuo voando.

see you in another life, broda!

a gente se encontra.

View Post

arte e multidão

"the beautiful is an invention of singularity wich circulates and reveals itself as common in the multiplicity of subjects who participate in the construction of the world. the beautiful is not the act of imagining, but an imagination that become action. art, in this sense, is multitude."

View Post

imanência <> transcendência

sou do time daqueles que escrevem no bloquinho de anotações tudo que não pode ser dito em público (de certa forma este blog é meio isso).

e hoje, pela primeira vez, usei a palavra imanente de forma contextual com as leituras que tenho feito. pena que a única testemunha tenha sido meu bloquinho…

View Post

dancing shoes

the SHIT, SHOCK, HORROR

you’ve seen your future bride

oh, but it’s so oh absurd

for you to say the first word

and you waiting and waaaaaiting

View Post

feriado

To me sentindo muito perdida, vazia. Resolvi aceitar que não consigo criar nada e isso me aflige.

Parei de planejar. Cansei de dizer que busquei a História sem saber que tentava na verdade <prever o futuro> Veja lá, que miséria. Prever um futuro que fosse sempre diferente do presente, a angústia de me achar presa a algo que eu julgava irreversível: cuidar de todos sem ninguém pra cuidar de mim.

É, chame de carente se quiser. Sempre quis alguém por perto pra fazer perguntas profundas e não ser ignorada solenemente.Alguém com paciência pros meus distúrbios de atenção. Se vc for essa pessoa, me chame no 83453023. Senão, peço sinceras desculpas, mas não me importo com o que vc pense de mim, portanto, não ligue.

Não. Na verdade, ligue. É, ligue sim. Eu não tenho créditos mas preciso realmente conversar com alguém. Pode ser vc mesmo, sem problemas. Não tô na posição de escolher esses tempos.

Posso começar falando pra quebrar o gelo. Posso te mostrar com links os caminhos que fiz hoje:

http://inflexoes.wordpress.com/

http://exodo.imotiro.org

http://www.ilpost.it/2011/09/05/theo-jansen-sculture-strandbeests/

http://vimeo.com/27949634

http://t.co/PZhzYRX

http://vimeo.com/27678659

http://vimeo.com/28709342

Posso contar também que desisti de sair de casa. Feriado, aquele dia concedido à exploração [pautada] da rua. Medos privados em lugares públicos. Sem vontade alguma de ser eu na frente de vcs hoje.

Às vezes tenho saudade de usar sapatos limpos. Vontade de tirar meus livros das caixas e empilha-los. Vontade de ter uma cama e uma cortina pra ver balançar enquanto monto um dos intermináveis quebra-cabeças que sempre partem de algum lugar entre belém e a minha juventude e passam por todos os cantos, desde Latour até à casa de Beto e Kênia e a vontade de ter ido na rua hoje sem precisar encontrar ninguém.

View Post

eu sou seu amor por 3 dias

nunca mais casar » nunca mais separar. canalizar as esperanças e forças pra’quele projeto antigo. escrever e ler e ler e escrever. tomar café nos intervalos. telefonar mais pra quem telefone mais. comprar uma roupa bonita e cortar o cabelo. aprender a editar vídeos e textos. aulas de francês. uma bicicleta pr’um futuro com cheiro de verão. guerra de bolhas de sabão e soltar mensagens em balões vermelhos. o brownie do cine santa. bebês e seminários. a zona portuária. textos sobre cartografia e cartografias afetivas. meta futura » aprender a dirigir. a viagem de final de ano. escrever uma carta pra mamãe. escrever sobre estrada pra ythaca e riscado. ver a árvore da vida. cozinhar um feijão com tati. quem diria? bruno e saudade na mesma frase. cineclube ipê. destino » botafogo. comer o último pastel na glória. companhia pra escrever. um verbete sobre subjetividade antropofágica. um lugar pra fazer cuscuz. um domingo pra fazer cuscuz, com leite de côco e queijo coalho. +saudade e ninguém de quem sentir saudade.

View Post

o dia de dizer

acordar antes das 9h era algo impensável desde há muito. depois de, sei lá, quase dez anos (talvez 7) de volta a uma sala de aula. era óbvio que alguma coisa quase plástica havia amolecido toda a sua estrutura, sua retidão, naquele caminho tão sórdido quanto entendiante rumo ao vazio que muita gente conhecida e desconhecida preenche com álcool, televisão e outras porcarias.

chegar atrasada nem chega a ser uma opção. primeiro dia de aula, aquele momento em que ninguém te conhece e você pode ser o que quiser, pelo menos até que algum fofoqueiro descubra que você herdou do pai o gosto por inventar mentiras inofensivas. no caso em questão a questão era outra e dizer qualquer coisa convicta em voz alta naquele lugar já era suficiente pra que te acreditassem, então ficou de pé e falou a verdade.

é aqui que se introduz a reviravolta » lá do fundo da sala, alguma coisa, uma energia posta no pensamento ou simplesmente a incidência de luz dos janelões sem cortina fez com que os dois se encontrassem, ele já com aquele sorriso pronto e curioso que ela ainda veria inúmeras vezes sempre que chegasse em algum lugar onde ele já estivesse.

o suficiente pra que toda aquela chatice ganhasse nova configuração, já não tanto sacrifício. podia ser prazeiroso tentar chegar mais cedo da próxima vez e conseguir um lugar do lado dele, perguntar interessada pelo que estava lendo ou se tinha sonhado enquanto cochilava sentado.

de onde tinham vindo afinal? como é que depois de 4 anos na mesma cidade eles nunca tinham se visto antes? usavam até os mesmos óculos de sol. e no traçado invisível das redes que os conduziram juntos praquela mesma sala chata e morta às quase 10 da manhã de um dia qualquer, uma epifania de 30 segundos a carregara dali até o dia de dizer “eu te amei desde aquele sorriso engraçado naquela sala chata e morta às quase 10 da manhã de um dia absolutamente comum. obrigada por isso. beijos, geo”.

View Post

corpo

"debaixo da pele o corpo é uma fábrica a ferver"

:~

View Post  |  Tags: tatoo viveiros deleuze negri

falando em dever…

…. e viver outra vez… dia desses sonhei que ia encontrar uma pessoa me conectando ao sonho dela. era meio encontro de mentes, rolava um esforço de conexão. porque acredito mesmo, deve ser outra dimensão, outra geo, outras aventuras. senão porque acordar tão cansada depois de correr a noite toda tentando entrar no sonho de alguém?

View Post

deber

Mi doctrina es: Vive de tal modo que llegues a desear vivir otra vez, éste es tu deber, porque revivirás de todas formas.

NIETZSCHE

(Source: estonoesuntumblr)

View Post